MARIO – EPISODIOS DAS LUTAS CIVIS PORTUGUEZAS DE 1820-1834 Saldo dos Comentários ao Livro/Vendedor: Neutro

Silva Gaio
Livraria Figueirinhas – Porto
Desconhecido
Português
Um
Como novo
MARIO – EPISODIOS DAS LUTAS CIVIS PORTUGUEZAS DE 1820-1834
Com um estudo biográfico de Thomaz Ribeiro.
Silva Gaio
Livraria Figueirinhas – Porto
Páginas:451
Dimensões: 190x125
Encadernação: Capa dura

Exemplar em excelente estado de conservação.
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Médico, professor na Universidade de Coimbra, cidade onde fundou e dirigiu O Comércio de Coimbra, nascido em 1830, em Viseu, e falecido em 1870, no Buçaco. Silva Gaio é sobretudo conhecido pelo romance Mário - Episódios das lutas civis portuguesas de 1820-1834, publicado em 1868, a meio caminho entre a ficção histórica e a ficção de atualidade. Nesta obra, manifesta em forma literária o seu apreço pela liberdade como valor fundamental (herdado do pai, liberal da primeira geração romântica), que já tinha evidenciado, ao revoltar-se, na adolescência, contra as tiranias dos padres do seminário de Almeida, onde estudou.

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MÁRIO (extracto)

CAPÍTULO I

Um presbitério na Beira

Conheceis a Beira Alta?

É uma fértil província, portuguesa de lei, que vê, a leste, a serra da Estrela com as suas neves; a oeste, o Caramulo com a sua tristeza; ao sul, o Buçaco de gloriosa memória e de mística tradição.

É acidentado o solo, sucedendo-se às pequenas ondulações do terreno as colinas, os cerros e os montes, separados uns dos outros por quebradas e valeiros, onde sussurram as águas, caídas das alturas.

As cumeadas ou são vestidas de urzes e de ásperos tojos, ou são toucadas com a rama verde-negra dos pinheiros. Mas tão rica de seiva é toda a terra que, nos lugares em que o machado desbastou o pinhal, vedes logo aparecer a leira verdejante, que irá escorregando pela encosta, até se casar com a farta cultura dos vales.

Aos soutos de castanheiros de carcomido tronco, e aos pinhais e carvalhedos, segue-se, aqui, o rico plaino animado pelo ribeiro e pelo moinho ruidoso; ali, a vinha a espreguiçar-se na encosta; mais acima, e longe e perto, a oliveira.

São tristes as aldeias, porque o granito beirão, mal desbastando e enegrecido, lhes dá a cor do luto; e como elas, e como a oliveira, é triste o aspecto do país. Não há as amplas planuras, em que a vista se deleita e se namora; nem os meandros da lisa corrente a luzir, em longa fita, por entre as folhas dos salgueirais; nem o alvejar de muita casa branca, no pendor das colinas; nem a laranjeira odorosa, enfileirada em pomares extensos, que, fora do Vale
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ARCA DOS LIVROS - Vasco Barra Oliveira
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