Nós Matámos o Cão Tinhoso / Luis Bernardo Honwana (1ª ed.) Saldo dos Comentários ao Livro/Vendedor: Neutro

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HONWANA, Luis Bernardo – Nós Matámos o Cão Tinhoso (2)
Lourenço Marque, Sociedade de Imprensa de Moçambique, 1964.
1ª edição. 135 págs. In 8º.
Ilustrações de Bertina (fragmentos de desenho); arranjo gráfico de Pancho.
Conservação: miolo amarelecido e algumas manchas; sinais de manuseamento. Exemplar raro dada a sua apreensão pela PIDE.

«Foi durante o tempo passado na prisão que escreveu o seu único livro, Nós Matámos o Cão-Tinhoso, com o objectivo de demonstrar o racismo do poder colonial português. O livro chegou a exercer uma influência importante na geração pós-colonial de escritores moçambicanos. Muitos dos contos, escritos em português europeu padrão, são narrados por crianças. O universo social e cultural moçambicano durante a época colonial é o centro da análise das narrativas de Nós Matámos o Cão-Tinhoso. De acordo com Manuel Ferreira, “Os contos de Nós Mátamos o Cão-Tinhoso apresentam-nos questões sociais de exploração e de segregação racial, de distinção de classe e de educação”. Cada personagem em cada conto representa uma diferente posição social (branco, assimilado, indígena e/ou mestiço).»

«Livro que foi de imediato apreendido pela PIDE, o que o torna raríssimo na sua edição original. Em 1969, ainda em pleno colonialismo e com a guerra colonial no auge, a obra é publicada em língua inglesa (com o título de We Killed Mangy-Dog and Other Stories) e obtém grande divulgação e reconhecimento internacional, vindo a ser traduzida para vários outros idiomas.»

«Nós Matámos o Cão-Tinhoso é um livro de sete contos da autoria do escritor moçambicano Luís Bernardo Honwana, publicado em 1964 e considerado uma obra fundacional da literatura moçambicana moderna. Os contos incluídos no livro são “Nós Matámos o Cão-Tinhoso”, “O Dina”, “Papa, Cobra, Eu”, “As Mãos dos Pretos”, "Inventário de Imóveis e Jacentes”, "A Velhota" e "Nhinguitimo".» (Tertúlia Bibliófila)

Nota do autor na contracapa da 1ª edição:

“Não sei se realmente sou escritor. Acho que apenas escrevo sobre coisas que, acontecendo à minha volta, se relacionem Intimamente comigo ou traduzam factos que me pareçam decentes. Este livro de histórias é o testemunho em que tento retratar uma série de situações e procedimentos que talvez interesse conhecer.
Chamo-me Luís Augusto Bernardo Manuel. O apelido Honwana não vem nos meus documentos. Sou filho de Raul Bernardo Manuel (Honwana) e de Nally Jeremias Nhaca. Ele intérprete da administração da Moamba e ela doméstica. Tenho oito irmãos.
Nasci em Lourenço Marques, em 1942, e vivi com os meus pais, na Moamba, até aos 17 anos. Actualmente moro no Xipamanine, em Lourenço Marques, e além de frequentar o liceu, sou jornalista.
As minhas primeiras histórias datam do início da antiga página literária juvenil do jornal «Notícias», o «Despertar». Todavia quase os contos que agora são publicad
Usado
Lisboa
50,00€
Letras & Companhia
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