O Hábito de Beber no Contexto Existencial e Poético de Fernando Pessoa Saldo dos Comentários ao Livro/Vendedor: Neutro

Francisco Manuel da Fonseca Ferreira
Laboratórios Bial
Desconhecido
Português
Um
Usado
Ilustrado.

Mensão honrosa no Prémio Bial 1994 (edição esgotada)

Neste estudo, o autor apresenta uma análise interpretativa dos rasgos mais marcantes da personalidade e do percurso escolar, cultural e poético, assim como das manifestações excêntricas de Fernando Pessoa, onde tenta demonstrar que, na vida do poeta, para além da sua flagrante genialidade, tudo parece ter um sentido. Todos os génios costumam ter as suas excentricidades. Entre estas, sobressai em Pessoa o uso da bebida, que a partir de certa altura se tornou, sem dúvida, bastante acentuado. O autor, como médico, apresenta, contudo, um estudo original, em que mostra que o poeta, possuindo uma resistência aos efeitos do álcool, nunca revelou dependências, alterações de comportamento e muito menos sinais de sofrer de cirrose hepática, como foram divulgando infundadamente, e alguns até com certo deleite, a maior parte dos seus biógrafos. "O que apreciei deveras, além da correcção científica que traz para retocar a imagem de Pessoa, é o facto de ter contextualizado a sua hipótese, recriando-a numa leitura mais vasta do mundo de Pessoa e do que se sabe da sua vida." Eduardo Lourenço (Comunicação pessoal) "Este trabalho obteve imediatamente grande êxito nos meios literários portugueses: por assim dizer, desculpabiliza o poeta da sua própria morte e é todo um povo que assim é lavado de uma mácula que se pensava indelével. Entre nós, franceses, quem não sonharia com um Verlaine sóbrio, com um Genet honesto, um Céline resistente?" Robert Brechon, in O Estranho Estrangeiro.
Usado
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20,00€
Manuela R.
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