O mundo que eu não fiz / James T. Farrell Saldo dos Comentários ao Livro/Vendedor: Neutro

James T. Farrell
Ulisseia
Desconhecido
Português
Um
Usado
O mundo que eu não fiz / James T. Farrell ; trad. Fernando Augusto Lopes de Oliveira

AUTOR(ES): Farrell, James T., 1904 a 1979; Oliveira, Fernando Augusto Lopes de, trad.
PUBLICAÇÃO: Lisboa : Ulisseia, [D.L. 1965]
DESCR. FÍSICA: 525 p., [1] f. ; 19 cm
NOTAS: Tít. orig.: A world I never made
CONSERVAÇÃO: Capa ligeiramente desgastada nos limites; pequenos sinais de oxidação nas primeiras páginas sem texto; vestígios de reparação na primeira página sem texto; miolo amarelecido; falha de papel no topo das ultimas páginas não afectando a leitura.

Envio: 1,20€

«No bairro suburbano de uma grande cidade, onde a dor humana não conta porque apenas conta o dinheiro, neste «mundo que ele não fez», os humilhados e ofendidos de James Farrell lutam para afirmar e defender a sua qualidade de seres humanos e, por muito aviltados que tenham sido, sobrevivem. Contra a doença e a morte, contra a exploração do homem pelo homem, contra a miséria, e a fome, sobrevivem. Teimosamente sobrevivem.

E é pela violência dos gestos e das atitudes, mas principalmente pela violência das palavras, através de uma linguagem impetuosa e enfática, quase retórica, que esta sub-humanidade se redime, refaz e reconstrói na sua dignidade. Os que não têm mais nada porque foram expoliados de tudo e reduzidos à condição de objectos dentro de um mecanismo que os escraviza mas cujas determinantes centrais ignoram, têm ainda e no entanto o amor e o ódio. Mas o amor e o ódio sem medida.

A linguagem de Farrell, aparentemente blasfema ou libertina, tem que traduzir toda essa violência e é a única linguagem possível, o único estilo «puro». Se usa o calão não é para ofender ou escandalizar a moral puritana de ninguém mas porque está em causa a verdade, toda a verdade do «mundo que ele não fez» e do qual se sente solidário.

Se bem que a sua fama não tenha alcançado ainda o mesmo registo publicitário de outros escritores norte-americanos, mais acessíveis mas muito menos representativos, a critica europeia começa a descobrir James Farrell e, tal como aconteceu a Melville, desenha-se um movimento de reabilitação da sua obra.»
Usado
Lisboa
1,50€
Letras & Companhia
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