A longa marcha / Simone de Beauvoir Saldo dos Comentários ao Livro/Vendedor: Neutro

Desconhecido
Português
Um
Usado
São Paulo, Ibrasa, 1963, VIII-410 págs. Broch. Tradução de Alcântara Silveira. Biblioteca de Temas Modernos. Invulgar. Alguns sinais de manuseamento mas bem conservado no geral.

Em setembro de 1955, no prefácio de seu livro A Longa Marcha, Simone de Beauvoir escreve sobre a China. Este relato acontece um ano antes da Campanha das Cem Flores, quando o Partido Comunista Chinês permitiu a liberdade de expressão, deixando “as Cem Flores desabrocharem e as Cem Escolas rivalizarem” e muitas décadas antes da China tornar-se aberta à economia de mercado, apesar de ser ainda, politicamente, um país comunista. Quando lemos o que escreve, parece que ouvimos o que Simone de Beauvoir nos conta.
" Quando se viaja de avião, os aparecimentos são repentinos. As brumas se dissipam subitamente, a terra torna-se colorida: abaixo de mim está a China; estende-sa a perder de vista, plana, recortada em tiras malvas, verde-escuro, marrom claro; de longe em longe solitária como uma ilha, ergue-se uma aldeia de adôbe, cujas casas formam um bloco único, retangular furado por pequenos pátios. O solo colorido contrasta-se com as vastas superfícies monocrômicas dos Kolkhozes siberianos; esses campos visivelmente não são coletivizados, pois cada faixa é uma propriedade privada. Não compreendo no momento, por que a paisagem me parece tão desolada: é que aí não cresce árvore alguma; nas aldeias, nenhuma sombra; esta planície fértil parece, vista do alto, nua como um deserto."
Usado
Lisboa
15,00€
Letras & Companhia
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