EM DEFESA DA VERDADE O Regicídio, os adiantamentos, a diplomacia de D. Carlos. Saldo dos Comentários ao Livro/Vendedor: Neutro

Carlos Ferrão
Editorial Século
Desconhecido
Português
Um
Usado
EM DEFESA DA VERDADE
O Regicídio, os adiantamentos, a diplomacia de D. Carlos.
Carlos Ferrão –
Editorial Século
1ª Edição – s/d
Páginas: 320
Dimensões: 190x125x24 mm. P282

Exemplar em bom estado. Tem uma assinatura de posse.
PREÇO: 9.00€
PORTES DE ENVIO INCLUÍDOS, em Correio Normal/Editorial, válido enquanto esta modalidade for acessível a particulares.
Envio em Correio Registado acresce a taxa em vigor.
-----------------------------------------------------------
PRÉ-PAGAMENTO:
Transferência Bancária
MBWAY
PAYPAL
Entrego em mão em Coimbra



EM DEFESA DA VERDADE (Excertos)
Por Carlos Ferrão(...)
7 Decorrido meio século sobre esse episódio sangrento da nossa História contemporânea, a versão que os monárquicos portugueses dão do regicídio é inteiramente, falsa. A acreditar essa versão, dir-se-ia que o rei D. Carlos foi vítima de um atentado premeditado em associações secretas – que não indicam empregando esta designação, corrente nos últimos tempos da monarquia, sem a concretizarem – nas quais os republicanos tinham preponderância ou eram exclusivamente constituídas por partidários seus, e executado por gente às suas ordens segundo um plano por eles urdido de longe. Os regicidas não passaram, segundo a mesma versão, de instrumentos passivos de um conluio, tecido em Portugal e no estrangeiro, graças a numerosas cumplicidades decididas a fazer desaparecer o soberano, quando ele estava empenhado numa obra de regeneração dos costumes políticos e resolvido a restaurar a grandeza da Nação tendo no governo um grupo de homens dedicados ao bem público e isentos da mácula da paixão partidária. Nesta versão há apenas o inconveniente de nada ter com a verdade. Isso não impede que o psitacismo dos que a repetem, emoldurada no quadro sentimental das evocações sem fundamento ou das calúnias sem rebuço, vá repercutindo, pelo tempo fora, essa mentira para fins exclusivamente, políticos. A vida da sociedade portuguesa à data do atentado de 1 de Fevereiro de 1908 fazia prever uma explosão irreprimível e próxima. Essa explosão tomou a tríplice forma de uma tentativa revolucionária, três dias antes do atentado, ficando intacto o seu mecanismo e prontas a renová-la as forças nela cumpliciadas, de uma anarquia larvada, que estabelecia a desordem em todas as classes sociais, na administração pública e nos meios políticos do regime vigente, e finalmente do regicídio de que abertamente se falava, que se esperava, de um momento para outro, que

os partidários da monarquia anunciavam e com que os mais lúcidos servidores do rei e ele próprio, contavam não desconhecendo a sua fatalidade. Os monárquicos, incompatibilizados com a monarquia e o seu símbolo, o rei incompatibilizado com o povo, apelando incessantemente para a fidelidade do exército na ilusória esperança de que este dirimisse pela força o pleito de que era protagonista, a Nação incompatibiliz
Usado
Coimbra
9,00€
ARCA DOS LIVROS - Vasco Barra Oliveira
Para ver os contactos do vendedor deste livro,
inscreva-se agora gratuitamente
ou
entre na Bibliofeira