O SANTO SACRIFÍCIO: esboço apologético histórico e litúrgico para uso dos fiéis. Saldo dos Comentários ao Livro/Vendedor: Neutro

Eduardo Coelho Ferreira
União Gráfica - Lisboa
Desconhecido
Português
Um
Como novo
O SANTO SACRIFÍCIO: esboço apologético histórico e litúrgico para uso dos fiéis.
Autor: Eduardo Coelho Ferreira
Prefácio do arcebispo de Mytilene D. João Evangelista de Lima Vidal.
União Gráfica - Lisboa  1950.
Páginas:393
Dimensões: 192x130 mm.
Exemplar amarelecido com pequeno rasgo no canto da capa.
PREÇO: 7.00€
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Entrego em mão em Coimbra

PREFÁCIO
Este livro do Sr. Padre Coelho Ferreira& sem dúvida um livro bem aparecido; é um bem-vindo. Creio que poucos trabalhos poderiam ser considera- dos tão oportunos, tão bem caídos no nosso meio religioso, em harmonia com as suas necessidades e as aspirações, como este.
O quadro que apresenta aos noss0s olhos um grande número das nossas igrejas, mesmo à Missa dos domingos e dias de preceito, não pode deixar de causar uma fortíssima desconsolação. Os templos são muito grandes para o pequeno número de fiéis que assistem ao Santo Sacrifício da Missa; e mesmo, ao que parece, a maioria dos presentes cumpre por assim dizer um dever maquinal: está ali, na igreja, em pé ou de joelhos, durante aqueles longos vinte e cinco ou trinta minutos, ou, quando muito, se quer empregar em qualquer coisa o seu tempo, tira umas contas do bolso e reza o terço ou abre um devocionário qualquer e lê com mais ou menos devoção ou enfado umas poucas de páginas.
Entretanto o que se passou no altar? Não se sabe bem: um padre saiu da sacristia com umas certas vestes, trazendo nas mãos um cálix coberto com um véu, subiu ao altar, leu latim num grosso livro, andou de um lado para o outro, voltou-se umas poucas de vezes para dizer umas palavras esquisitas ao povo, e no fim de tudo ajoelhou, rezou qualquer coisa e tornou para a sacristia com aqueles mesmos passos graves, solenes e recolhidos com que saíra. Mal passa-vam três ou quatro minutos depois da saída do padre, e a igreja ficava sem ninguém, imersa no silêncio, na solidão e na tristeza.
Quer dizer: não se estabeleceu a menor comunicação religiosa, uma comunicação que verdadeiramente se sentisse, entre o celebrante e os assistentes; estes não compreenderam nada, absolutamente nada, do acto sublime que se desenrolou aos seus olhos; assistiram apenas materialmente ao Santo Sa- crificio dos nossos altares, não tomaram a mínima parte nele, estiveram ali, para quê? dir-se-ia quase ùnicamente para poderem responder no fim sem faltarem muito à verdade: «Fui à Missa»!
Assim não é para admirar que as nossas igrejas e capelas se tornem dia a dia menos frequentadas e animadas. Ouvir dessa maneira a Santa Missa assemelha-se a ouvir uma página de uma língua estrangeira, e desconhecida, sem se perceber uma palavra daqui
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