RÁDIO EM ANGOLA - COMO EU A VIVI Saldo dos Comentários ao Livro/Vendedor: Neutro

Pereira Monteiro
Mar da Palavra - Edições, Lda.
9789728910808
Português
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A ANGOLA do futuro irá premiar e reconhecer a incomensurável utilidade, provavelmente ainda no presente, deste trabalho que reflete o talento investigacional histórico-social e também o registo dos âmbitos regulamentar e do «modus faciendi» da RÁDIO EM ANGOLA, entre 1937 e 1975, de DIAMANTINO PEREIRA MONTEIRO. Jornalista de referência, personalidade de esmerado sentido ético e profissional, culto e observador atento de finíssimo recorte, angolano de coração, português de nascimento das terras de Viriato, PEREIRA MONTEIRO viveu parte da infância e juventude na antiga colónia portuguesa de Angola. Naquela terra africana sonhou em fazer rádio. A vocação foi concretizada ao assumir um estatuto profissional numa das várias estações existentes.
A rádio em Angola, na ausência de sistemas de televisão no período estudado e retratado, perante um reduzido número de jornais impressos e um caudal volumoso de analfabetismo, foi o «médium» de excelência protodemocrático, informativo e de entretenimento; foi, por consequência, um natural aglutinador/congregador das populações «pronto-a-servir e a escutar» jorrando adesão crescente. Subiam as audiências (sem cientificidade na obtenção destes dados) perante o aumento, à vista desarmada, da existência e venda de recetores de rádio e a salutar proliferação das estações emissoras, por norma locais/regionais. As atuais rádios locais de Portugal e as futuras congéneres de Angola podem encontrar boas sementes nos modelos organizacionais e de gestão que, em terras angolanas, permitiram realizar um serviço de utilidade pública que os governos da época, a nível de Lisboa e da então Província de Angola, viam bem ou mal, consoante a ação editorial dessas rádios e os contextos políticos regionais, nacionais e internacionais.
A radiodifusão em Angola foi um «boom» pelos motivos indicados que o Autor legenda e exemplifica, permitindo criar «vanguardas» em aspetos de produção e realização que contrastavam com o pesado, ponderado, rigoroso, austero e censurado «radiofazer» da Emissora Nacional de Radiodifusão. Enquanto esta parecia sobrevestir «smoking» ou, pelo menos, fato e gravata, vezes demais enunciando em registos monocórdicos, a rádio em Angola vestia ganga e era sempre feita em traje casual ou indígena; os microfones e os locutores eram quase omnipresentes e procuravam dar a ver o que, muitas vezes, nunca tinha sido visto. E havia criatividade, inconformismo e concorrência. Até os anúncios classificados e as informações necrológicas eram fornecidas pela rádio. (...) (Sansão Coelho)
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Coimbra
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