Angolanos no Tarrafal - Alguns casos de habeas corpus Saldo dos Comentários ao Livro/Vendedor: Neutro

Fernando de Abranches Ferrão  Francisco Salgado Zenha  Levy Batista  Manuel João de Palma Carlos
Edições Afrontamento
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Angolanos no Tarrafal

Sub-título: Alguns casos de habeas corpus


Fernando de Abranches Ferrão

Francisco Salgado Zenha

Levy Batista

Manuel João de Palma Carlos

(Advogados)


Editora: Edições Afrontamento

Ano de Publicação: 1974

Encadernação: Brochura

Páginas: 139

Peso: 120 gr.

Dimensões: 182x118x10 mm.

Temática: Política

Idioma: Português          


Exemplar em bom estado.

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TARRAFAL: O CAMPO DA MORTE LENTA

O Campo de Concentração do Tarrafal foi, nas palavras do cabo-verdiano Pedro Martins, “um sítio planificado para fazer sofrer as pessoas”. Os presos políticos que por aí passaram recordam-no como “Campo da Morte Lenta.”




SOBRE O TEMA

Foi a 29 de Outubro de 1936, em pleno salazarismo,  que chegavam os primeiros 152 dos 340 presos políticos que haveriam de passar por aquele centro carcerário na primeira fase da sua existência, 1936-1956.
Em Portugal reinava, em regime ditatorial, António de Oliveira Salazar. A braços com resistência de republicanos, comunistas, sindicalistas e outros segmentos sociais e políticos, havia que desterrar todos aqueles que se opunham ao salazarismo. Cabo Verde, primeiro a ilha de São Nicolau e depois da ilha de Santiago, acabou por ser escolhido para albergar um grande centro prisional.
Tarrafal de Santiago, por causa do seu isolamento, clima insalubre e outros factores acabou por ser escolhido como local ideal. A isso juntavam-se as condições de vida, particularmente duras, pois, além de trabalho forçado, havia também fome, doenças, maltratos físicos, etc. Aliás, foi precisamente nessa primeira fase que morreu a maior parte (33) dos 36 presos que a história regista como tendo encontrado a morte na prisão do Tarrafal.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e por forte pressão internacional, realizada sobretudo pelo Partido Comunista Português, a Colónia Penal do Tarrafal foi oficialmente encerrada em 1956, restando apenas a parte dos presos comuns (cabo-verdianos). Aliás, foi nessa parte que um dos presos acabou por compor a célebre morna “Seis one na Tarrafal”.
O campo seria oficialmente reaberto em 1961, agora com o nome de Campo de Trabalho de Chão Bom, desta feita, para receber presos políticos de Angola, Guiné e Cabo Verde, num total de 226 indivíduos. A 1 de Maio de 1974, após o derrube do fascismo em Portugal, dá-se a libertação dos presos políticos, um momento de grande júbilo popular na altura.
No entanto, antes de fechar definitivamente as suas portas como prisão política, o Campo do Tarrafal ainda recebeu, em Dezembro de 1974, sete dezenas de cabo-verdianos aí colocados, sob a custódia das autoridades portuguesas. Isso na sequência da intensa luta política, em Cabo Verde, entre o
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